Debandada de prefeitos para a base de Jerônimo ganha força e acende alerta na oposição

Região/Bahia

O cenário político na Bahia sofreu novos abalos nesta quarta-feira (18). Em um movimento que amplia a sequência de baixas no grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), mais dois prefeitos do interior anunciaram oficialmente a migração para a base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT).​As adesões foram seladas em reuniões estratégicas na capital baiana, consolidando o avanço do governo estadual sobre redutos que, até então, eram considerados bases sólidas da oposição.​”Sem diferenças”: O desembarque de Terra Nova​Em reunião realizada na Governadoria, o prefeito de Terra Nova, Eder de Nilda, formalizou sua saída do campo político de ACM Neto. O gestor, que foi apoiador ativo do ex-prefeito no pleito de 2022, justificou a mudança citando a postura institucional de Jerônimo Rodrigues.​”Em todos os eventos que eu fui o senhor sempre nos tratou bem, nunca nos tratou com diferença alguma, independente da eleição de 2022. Então parabéns, continue assim, tratando bem e sem diferença quem te apoiou, ou deixou de apoiar, no passado”, afirmou Eder diante de uma comitiva de secretários e vereadores.​O prefeito foi enfático ao projetar o futuro político: “Em 2022, eu tive lado. Hoje continuo com lado e meu lado é o Governo do Estado”, declarou, sinalizando apoio à reeleição ou sucessão de Jerônimo em 2026.​PSDB perde espaço em Serra do Ramalho​Ainda nesta quarta, o prefeito de Serra do Ramalho, Lica, reeleito pelo PSDB, também confirmou sua adesão à base governista. Apesar de pertencer a um partido que historicamente caminha com a oposição na Bahia, Lica destacou que a decisão visa garantir investimentos para o município.​”Não marchamos juntos em 2022, mas sempre tive um grande respeito pela pessoa humilde que é o governador. Agora me coloco à disposição para caminharmos juntos e buscarmos melhorias para Serra do Ramalho”, disse o prefeito, em encontro que contou com a presença da deputada Ivana Bastos e membros da gestão municipal.​Análise: O cerco se fecha para a oposição​A perda desses aliados é vista por analistas políticos como um reflexo do “poder da caneta” e da estratégia de interiorização da gestão petista. Com o esvaziamento do grupo de ACM Neto, a oposição enfrenta o desafio de manter a relevância no interior baiano faltando pouco mais de dois anos para a próxima disputa estadual.

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