O Senado Federal aprovou um projeto de lei que proíbe o uso de dinheiro em espécie para a compra e venda de imóveis no Brasil. O objetivo central da medida é aumentar a rastreabilidade das transações financeiras e combater crimes como a lavagem de dinheiro e a ocultação de bens de origem ilícita.Com a nova regra, qualquer transação imobiliária deverá ser realizada obrigatoriamente por meio do sistema financeiro nacional, utilizando métodos que deixem rastro digital e documental.O que muda na prática?Se o projeto for sancionado, o comprador não poderá mais entregar malas ou volumes de dinheiro vivo ao vendedor para quitar o imóvel. Os pagamentos deverão ser feitos via:Transferências bancárias (TED ou Pix);Cheques nominais;Outros instrumentos formais aceitos pelo Banco Central.Os cartórios terão um papel fiscalizador fundamental: eles ficarão impedidos de lavrar escrituras públicas caso identifiquem que o pagamento foi realizado fora dos canais rastreáveis.Por que a medida foi proposta?De acordo com o texto aprovado, a falta de controle sobre grandes quantias de dinheiro vivo no mercado imobiliário facilita a atuação de organizações criminosas.
